Ingá amplia recursos para recuperar matas ciliares

Por causa da grande procura, o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), autarquia da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), vai ampliar os recursos destinados aos projetos selecionados para o Programa de Restauração e Conservação das Matas Ciliares e Nascentes.

O valor inicial previsto no edital da chamada pública era de R$ 1,050 milhão, passando agora para R$ 1,505 milhão. Segundo o diretor-geral do Ingá, Julio Rocha, a medida foi tomada para garantir que todos os projetos sejam contemplados.

O número de propostas selecionadas previstas no edital que serão contempladas também aumentou, de 21 para 31, de prefeituras que celebrarão convênios para a restauração das matas ciliares com o Ingá. O instituto recebeu 59 projetos oriundos de prefeituras, sociedade civil e universidades.

Os projetos serão executados em 21 bacias hidrográficas do estado nos biomas Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. Com a iniciativa, pretende-se iniciar a recuperação de 100 hectares da vegetação que margeia e protege as águas dos rios baianos, até atingir a meta de um milhão de hectares de matas ciliares, que em uma segunda etapa devem ser conservadas e recuperadas pelo Ingá.

As matas ciliares funcionam como barreira natural para o material particulado (sedimento) que desce para o leito dos rios. Com a degradação da mata, há o excesso de material no leito, o que provoca assoreamento e diminui a profundidade dos rios e a quantidade de água, o que pode provocar enchentes nos períodos mais chuvosos. Grandes rios do estado vêm apresentando redução de vazão (volume), devido ao desmatamento das margens e às consequentes erosões.

Zé Neto
Deputado Estadual - PT